A Prisão do Ex-Presidente Michel Temer, do Brasil

A Prisão do Ex-Presidente Michel Temer, do Brasil

Michel Temer é preso na Operação Lava-Jato

O ex-presidente do Brasil, Michel Temer, foi preso na manhã desta quinta-feira (21) pela Operação Lava-Jato, em São Paulo. Ele é acusado de liderar uma organização criminosa que desviou milhões de reais em contratos públicos com empresas do setor de energia eletro-nuclear. Além de Michel Temer, outros políticos e empresários também foram alvos da operação, como o ex-ministro Moreira Franco, o coronel João Baptista Lima Filho, operador financeiro das investigações, e os empresários Carlos Alberto Costa, Carlos Alberto Costa Filho e Rodrigo Castro Alves Neves.

Motivos da Prisão

De acordo com as investigações da Lava-Jato, os acusados teriam recebido propina das empresas envolvidas nos contratos da Eletronuclear, ocorridos entre os anos de 2010 e 2015. O esquema criminoso teria atuado também em outras áreas do governo, envolvendo a Secretaria de Aviação Civil e o Ministério da Agricultura, dentre outras. Mas não é só isso. A prisão de Michel Temer também está relacionada à investigação sobre o chamado “quadrilhão do MDB”, um grupo de políticos do partido que, segundo as autoridades, atuava em desvios de dinheiro público e pagamentos de propina.

Repercussão da Prisão

A prisão de Michel Temer gerou impacto imediato na política brasileira e no mercado financeiro. O dólar e a bolsa de valores dispararam, refletindo a preocupação dos investidores com o futuro do país. Na esfera política, a prisão do ex-presidente foi recebida com reações diversas, sendo criticada pela oposição e elogiada pelo grupo de apoiadores da Lava-Jato. Michel Temer foi presidente da República entre 2016 e 2018, após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Durante seu governo, ele enfrentou várias acusações de corrupção, mas conseguiu se manter no poder até o final do mandato. Agora, com sua prisão, a expectativa é que novas revelações sobre o esquema criminoso envolvendo políticos e empresários sejam feitas nos próximos dias, trazendo ainda mais incertezas para o futuro do Brasil.